“Fui o melhor extremo da liga portuguesa e fiquei fora de um Mundial”

Ricardo Quaresma concedeu uma entrevista ao Canal 11, onde abordou a sua carreira ao serviço da Seleção Nacional. Apesar de ter sido uma peça fundamental na conquista do Euro 2016, o antigo internacional português guarda algumas mágoas.

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Quaresma refere que nem sempre teve a confiança dos selecionadores e recorda com mágoa o facto de ter participado apenas num Mundial, o de 2018.

Quando vinha à Seleção não me sentia feliz. Não sentia confiança dos treinadores e sentia que não eram justos comigo. Fui considerado o melhor extremo da Liga portuguesa e fiquei fora de um Mundial. Foram coisas que nunca me souberam explicar, mas também nunca perguntei a ninguém.

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Por vezes metem-te rótulos que não correspondem à realidade. A mim meteram muita coisa em cima que não correspondia à realidade“, afirmou.

Com Fernando Santos a conversa é outra.

É um treinador que aprendi a admirar e vai ter sempre o meu respeito e carinho. Ele sabia que eu ficava com uma azia tremenda [por não jogar]. Dá para ver pela minha cara quando fico assim – não consigo esconder a minha azia.

Respeito os meus colegas e vou apoiá-los sempre porque eles não têm culpa nenhuma. Se tens de falar é com o treinador, não com os colegas.

Mas ele [Fernando Santos] sabia lidar comigo. Deixava passar aquela azia, aproximava-se, dava-me uma palmadinha e dizia ‘anda lá que vais resolver’.

Uma pequena palavra que dá logo confiança e tu esqueces a azia. E ele sempre soube lidar comigo. Por isso tem o meu respeito e vai ter sempre a minha admiração”, elogiou.

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