Há um ano chorávamos lágrimas de alegria após a conquista do Europeu

Cumpre-se hoje um ano após a histórica vitória da Seleção Nacional no Europeu de França. Na final diante dos gauleses foi Éder o homem que marcou o golo mais importante da história do futebol português. Mas o caminho até à final foi repleto de dificuldades. Um arranque algo periclitante, com três empates na fase de grupos diante da Islândia, da Áustria e da Hungria, num grupo teóricamente acessível.

Com o 3º posto garantido, seguiu-se a Croácia nos oitavos de final, num jogo muito tático de parte a parte. Só aos 117 minutos do prolongamento é que se desfez o empate, com Ricardo Quaresma a fazer o golo da vitória.

 

Nos quartos de final, tinhamos pela frente Polónia, com a partida a ser resolvida nas grandes penalidades, após a igualdade a um golo. Coube uma vez mais a Ricardo Quaresma a marcação do penalti decisivo e assim selávamos a passagem aos quartos de final.

 

Nas meias-finais foi o confronto com o País de Gales, liderado por Gareth Bale, que chegou a fazer alguns estragos junto da defensiva lusitana. Mas Portugal tinha o melhor jogador do mundo: Cristiano Ronaldo. Depois dos dois golos que havia apontado na fase de grupos diante dos húngaros, o capitão da equipa das quinas abria o marcador de cabeça, com Nani a confirmar o apuramento para a final.

 

 

Não nos podemos esquecer que ao longo da competição a Seleção Nacional foi alvo de todo o tipo de críticas desde o estilo de jogo imposto por Fernando Santos, ao facto de não merecermos estar no Europeu.

Mas, contra tudo e contra todos, estávamos na final. A imprensa internacional, a imprensa gaulesa, mas sobretudo os próprios jogadores gauleses davam o jogo como ganho à partida. A sobranceria francesa transbordava por todo o lado. E parecia que estávamos condenados a mais um triste fado, com a lesão prematura de Cristiano Ronaldo, que o deixou fora de combate, logo aos 25 minutos de jogo. O nosso capitão bem tentou, mas não conseguiu manter-se em campo e teve de sair em lágrimas ao perder o jogo da sua vida.

Depois de ter acompanhado o tempo regulamentar da partida nos balneários enquanto estava a ser tratado da lesão ao joelho, Ronaldo subiu em campo e foi dar o apoio aos colegas que batalhavam com bravura em campo.

 

Até que se deu o minuto 109, já com Éder em campo, o patinho feio da nossa Seleção converte-se em cisne e faz o golo que nos garantiu um título internacional, há muito desejado.

Um ano após estes acontecimentos, só nos resta dizer OBRIGADO.

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