Bernardo Silva: “Percebi que não ia ter oportunidade no Benfica”

Bernardo Silva abordou uma vez mais a forma como abandonou o Benfica. O jogador do Manchester City voltou a reiterar que não contava para o treinador Jorge Jesus e a partir desse momento fez pela vida e mudou-se para o Monaco. Uma aposta que considera ser a mais acertada.

Sei que havia dirigentes que gostavam de mim e que preferiam que eu tivesse ficado, mas não sei até que ponto… nem sequer faço ideia de quem era a pessoa que decidia as contratações, se era exclusiva,ente o treinador. Sei uma coisa: o treinador não contava comigo e isso bastou-me para eu seguir o meu caminho. Quando percebi que não ia ter sequer oportunidade de tentar ganhar um lugar, liguei ao meu agente [Jorge Mendes] para me arranjar alternativa. Fez um ótimo trabalho e encontrou-me um clube fantástico“, afirmou em entrevista à revista Sábado.

Ainda assim, o avançado foi a tempo de se sagrar campeão nacional com a equipa principal do Benfica, embora jogasse maioritariamente na equipa B.

Foi especial. Mesmo não fazendo parte do plantel, pois era um miúdo da equipa B, participei em três jogos – um no campeonato, um na Taça de Portugal e outro na Taça da Liga – o que me permitiu ter esses três títulos no palmarés. Foi um orgulho, apesar de não ter tido uma grande contribuição”, referiu.

O internacional português revelou ainda a alcunha que ganhou no Monaco, Chewing Gum. Em Manchester a alcunha mudou para Bubblegum. A mesma está associada à forma como conduz a bola.

Diziam que eu tinha uma pastilha elástica na chuteira para colar a bola ao pé“, atirou.

Bernardo Silva revelou ainda um raspanete que levou de Dimitar Berbatov.

“No meu primeiro jogo a titular, ganhámos em casa e estava toda a gente a festejar no balneário. De repente, entrou o Berbatov aos gritos comigo, a reclamar por não lhe ter passado a bola numa das últimas jogadas do encontro (…) Fiquei um bocado assustado porque ele tinha passado por grandes clubes e construído nome como avançado. Estes episódios fazem-nos crescer e acabam por se tornar banais na nossa carreira”, revelou.

Por último o avançado manifestou a sua crença na conquista do Mundial por parte da Seleção Nacional.

Podemos ganhar. A mentalidade tem que ser essa, porque ao acreditar que é possível aumentamos as probabilidades de o conseguirmos. A concorrência é forte, claro. Mas temos jogadores nos melhores clubes do mundo e isso é um fator decisivo para a maturidade da equipa“, concluiu.

 

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