Bruno de Carvalho para Patrício: “Pensas que estás a falar com quem?”

Na carta de rescisão que apresentou à SAD do Sporting, Rui Patrício revelou o estado de espírito e a postura de Bruno de Carvalho, na reunião com a equipa, após a derrota dos leões diante do Atlético de Madrid na Liga Europa.

O guardião revela que o presidente apareceu “visivelmente exaltado com ‘ar de ditador’, alucinado e visivelmente tresloucado“. O presidente leonino apontou o dedo a Patrício e William, acusando-os de serem os “os organizadores do protesto“, por querem “deixar o clube há muito tempo“.

“E depois de uma acesa troca de palavras com William, em que discutiram o facto de o presidente estar a incentivar reações agressivas contra jogadores, este afirmou que se lhe quisesse bater não precisava de chamar ninguém“, refere Patrício na dita carta.

Jorge Jesus decidiu depois que, “até à notificação formal da nota de culpa iam cumprir o seu papel, por isso iam à Academia treinar” mas “muitos jogadores já não queriam jogar nem treinar, sentiam-se ameaçados“.

Após o treino os jogadores foram novamente convocados para outra reunião, onde encontraram um Bruno de Carvalho mais calmo.

William tentou em nome do grupo transmitir ao presidente que não podia publicamente colocar em causa o profissionalismo da equipa e que esse era o motivo que os jogadores estavam magoados“.

Contudo o líder leonino não quis aceitar o ponto de vista dos jogadores.

Quando Jesus o confrontou com o facto de ter convocado a reunião para pedir desculpas, Bruno terá dito que não fez nada de mal. Adiantou ainda que não haveria suspensões e que o “rei” (Jorge Jesus) podia convocar quem quisesse.

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