Bruno de Carvalho reage à marcação da Assembleia-Geral Destitutiva

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, lamentou o desfecho da reunião dos órgãos sociais dos leões. O líder leonino refere mesmo que este é o dia mais triste desde que assumiu a presidência do Sporting.

“Hoje é um dos dias mais tristes que vivi no Sporting. Cada derrota, cada não conquista… E quem me conhece bem sabe que são marcantes para mim, mas hoje realmente, acumulado com a reunião de dia 21, é o momento institucional mais triste da minha vida e falo por todos. Pedimos várias vezes, dando todos os argumentos à mesa da AG do clube. Explicámos o que é do conhecimento público, que isto colocará em causa o empréstimo obrigacionista que seria realizado até ao final do próximo mês. Esta Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal, que eu não quero com isto dividir o Sporting, apenas lhes dizer a verdade sobre estas duas reuniões. Não foram minimamente sensíveis aos interesses do Sporting e da SAD; não foram sensíveis aos interesses dos acionistas e obrigacionistas, que deram voto de confiança a esta direção quando aprovaram a dilatação do prazo do empréstimo obrigacionista que vencia agora no dia 25. Deitaram abaixo todo o trabalho que fizemos com os bancos e CMVM. Esta necessidade de atrasar o empréstimo obrigacionista e fazer outro tinha a ver com questões de tesouraria e foi explicado ao pormenor. A MAG e o CF… nada os podia demover, nada os podia demover”, afirmou.

Bruno de Carvalho garantiu que não há razões de negociar com os jogadores que eventualmente possam alegar rescisão de justa causa e diz que esta reunião coloca muita coisa em causa no futuro do clube.

“Não há motivos para rescisões por justa causa. Não se pode alegar isso por ser o presidente A, B ou C. Isto foi penoso. Continuamos aqui pelo Sporting, em defesa do clube, fizemos todas as propostas e as pessoas não quiseram ouvir. Bomba atómica que pode pôr muita coisa em causa no Sporting. Como desmantelar a bomba? Não é hoje, há uma série de estatutos e leis que não são como diz Marta Soares. É um atropelo total a tudo. Rapidamente iremos informar os sportinguistas desses atropelos. Não nos foi apresentada qualquer assinatura e foi só ‘temos, temos, temos’. Que solução havia? Era terem recuado, por exemplo pedindo os tais 30 dias para verificar tudo. E nós podíamos negociar e fazer o empréstimo obrigacionista e tudo o resto. Se somos tão tóxicos, por que motivo nos dão 60 dias para cá ficar? Não somos problemas, o presidente da MAG é. A seu tempo vamos explicar todas as incorrências jurídicas desta bomba atómica. E tenho sérias dúvidas que aconteça. Para que foi preciso este espetáculo degradante hoje? Se nos davam 60 dias por que não deram 20 para ler tudo e saber tudo? Se é medo de rescisões, acontecem na mesma. Havia solução melhor? Se saímos, iria acontecer tudo isto, porque há timings e uma comissão de gestão não resolve nada. Vinha vender os jogadores ao desbarato?”, concluiu.

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