“É irónico o Benfica queixar-se de violações ao segredo de justiça”

No seu habitual espaço de comentário na SIC, Marques Mendes abordou a operação e-toupeira, que envolve o nome do Benfica, assim como as declarações de Luís Filipe Vieira sobre este processo.

O comentador revela que não concorda nem acompanha as declarações, mas compreende que “o presidente do Benfica tem de fazer isso junto da sua massa associativa”.

Sobre a investigação em curso, a mesma merece os elogios de Marques Mendes.

“A circunstância de confirmar que a justiça em Portugal mudou muito nos últimos anos já chegou a políticos, empresários, gestores, ao futebol e mesmo à investigação de responsáveis da própria justiça“, afirmou.

No entanto o comentador da SIC evidenciou alguns pontos negativos.

O Benfica já está a ser chamuscado pelo menos em três processos – o processo dos e-mails, o processo relativamente a Rui Rangel em que indiretamente o presidente do Benfica também é referido e agora este processo por alegadas violações do segredo de justiça e corrupção. O Benfica não está acusado de nada e muito menos condenado mas já são muitas suspeitas em pouco tempo relativamente a uma instituição que devia estar acima de toda a suspeita. O Benfica queixa-se de perseguições mas, chegados a este ponto, o mais importante é que o Benfica tenha boas explicações a dar quer à justiça, quer à opinião pública.

O Benfica queixa-se de violações ao segredo de justiça, o que não deixa de ser irónico, quando neste caso, alegadamente, pelo que veio a público, um seu alto funcionário terá beneficiado de informações ao abrigo da violação de segredo de justiça“, referiu.

Por último Marques Mendes considera que o Benfica também tem explicações a dar e criticou o sistema Citius.

“Tudo isto é negativo para o Benfica e julgo que o Benfica tem todo o direito a defender-se e a acionar aqueles que estão injustamente e ilicitamente a comprometer a sua imagem mas também tem explicações a dar e acho que é bom que as tenha e que sejam consistentes.

Viemos a saber que a rede informática no âmbito do Ministério da Justiça falhou, ou seja, uma rede informática que é suposto ser muito segura e à qual supostamente só têm acesso magistrados, investigadores e pouco mais, foi violada”, concluiu.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

TAMBÉM PODERÁS GOSTAR