Eric Pietro: Uma história de superação nos distritais

Eric Pietro, tem 22 anos é brasileiro e atua ao serviço do Algés como extremo esquerdo, sendo considerado um dos maiores talentos das distritais lisboetas.

Contudo, uma má-formação de nascença fez com que o jogador nascesse sem um braço, o que torna tudo aparentemente mais difícil, mas mesmo com apenas um braço, Eric faz o que muitos não fazem com dois.

O jogador sempre foi um apaixonado pelo futebol e com 7 anos começou a jogar numa equipa de formação no Brasil, que ia conciliando com torneios de futsal da escola e desde aí não parou, tentando atingir o sucesso contra todas as probabilidades.

É um jovem bem-disposto e confiante, e confessa que aproveita a desconfiança dos adversários para impor todo o seu futebol.

Alguns poderão achar que pode ser uma vantagem para Eric, por considerarem que os adversários podem ter mais cuidado nas entradas que fazem ao jogador, sendo menos agressivos, mas basta pensar que estamos em pleno espírito competitivo e evidentemente Eric não tira partido de qualquer vantagem.

Em afirmações ao site Bancada.pt, o treinador de Eric, José Calixto, confirma que não existe qualquer diferença de tratamento por parte dos adversários, “Não há diferença absolutamente nenhuma. Não acho que o Eric tenha qualquer tipo de benefício. Os adversários podem é sentir alguma estranheza e surpresa por haver um jogador sem braço.

Apesar Eric encarar os duelos físicos com toda a naturalidade, não há como não reparar que existe ali um claro handicap, “Existem sempre as dificuldades da falta de equilíbrio, de força física…”, assume o jovem, contudo considera que não vê isso como uma desvantagem, mas sim como algo que pode melhorar e onde pode dar o seu máximo, mesmo tendo em conta essa adversidade.

Nunca existiu nenhum jogador nas ligas profissionais portuguesas com um braço amputado, mas Eric poderá vir a tornar-se o primeiro, o jovem reconhece que lhe falta melhorar alguns aspetos, mas reafirma que tem esse sonho e esperança, e com talento, dedicação e trabalho quem sabe se não poderá lá chegar.

O treinador descreve o jovem como um extremo irreverente, bom no um para um e com boas capacidades de cruzamento e finalização, questionado se será o suficiente para um dia atuar em palcos maiores, José Calixto indica que por vezes pode não chegar: “Qualidade ele tem, mas, muitas vezes, a qualidade não é determinante. Também é preciso sorte. Poderá chegar lá, mas é preciso que tenha oportunidades”.

Eric reconhece que apesar da tenra idade, já teve vários momentos marcantes e é um desses momentos que relata ao Bancada.pt:

“O mais marcante foi quando um adversário, no final da partida, me deu os parabéns pelo jogo que eu tinha feito e disse, também, que eu era um grande exemplo de jogador e ser humano para muitos. Quase chorei no campo, nesse dia”.

Esta é parte da história de Eric Pietro, um jovem brasileiro dos distritais que sonha um dia atuar em palcos maiores, com esta capacidade de superação, motivação, trabalho e perseverança Eric pode aspirar a um dia ver o seu sonho concretizado.

 

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