Novos emails revelam que negócio Garay envolveria 13M€ e não seis

Segundo revelam os novos emails divulgados na internet, a venda de Ezequiel Garay do Benfica para o Zenit era uma operação que envolveria 13 milhões de euros e não seis milhões.

De acordo com o descrito numa troca de emails entre Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira em 2014, o assessor jurídico informa dos moldes em que o negócio se iria operar.

O Zenit propôs pagar seis milhões de euros pelo central argentino e pediram a anulação de dez por cento de uma mais-valia numa futura transferência de Axel Witsel, superior a 50 milhões de euros.

O Benfica teria exigido quatro milhões em mais-valias pelo médio belga e os russos sugerem três milhões. Acrescenta-se ainda que o Zenit propôs-se a pagar quatro milhões de euros para conseguirem ter direito de opção de compra até 31 de agosto de 2015 sobre Salvio, por 40 milhões de euros e Gaitán, por 30 milhões de euros. Os russos nunca viriam a exercer essa opção.

Assim sendo, aos seis milhões dos direitos económicos de Garay, seriam acrescentados mais três milhões de euros sobre a anulação da mais-valia de Witsel e quatro milhões da opção de compra dos dois avançados argentinos, perfazendo os 13 milhões de euros.

O Zenit pedia uma “resposta urgente” a estes moldes, tal como o empresário Jorge Mendes que, segundo Paulo Gonçalves, teria já garantido que o clube russo “não vai a exercer a opção de compra de nenhum deles [Salvio e Gaitán]“, sendo esta “apenas uma forma de conseguir de forma realista completar a operação“. “Caso contrário, a auditoria do clube [Zenit] coloca-lhes reserva”, terá insistido o assessor.

Para além disso, segundo Gonçalves, “Jorge Mendes disse que o Zenit estaria disposto a fazer um documento à parte” precisamente a informar o Benfica de que não iria exercer a dita opção de compra sobre o par de argentinos.

A tudo isto, Luís Filipe Vieira responde no dito email com um simples “ok”, deixando perceber que está de acordo com estes moldes.

A venda de Garay ao Zenit foi oficialmente comunicada à CMVM a de junho de 2014, com as águias a divulgarem a transferência por 6 milhões de euros.

Destes, 50 por cento cabia ao Real Madrid, que acabou por avançar com uma queixa no TAS (Tribunal Arbitral do Desporto), questionando na altura os baixos montantes envolvidos e alegando estar a par de outras ofertas mais vantajosas pelo internacional argentino, como os 15 milhões de euros oferecidos pelo Bayern Munique.

No entanto, em dezembro de 2016, o TAS viria a dar razão ao Benfica neste caso. Garay, recorde-se, foi vendido numa altura em que ficaria apenas com um ano de contrato pela frente.

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